Métodos não funcionam

É muito comum que professores de língua iniciantes comecem a ensinar em uma escola que oferece treinamento metodológico.


Esse foi o seu caso, prof? Foi o meu, e o da grande maioria dos professores que conheço.


Na minha visão, poucos começam com aulas particulares - ainda que esse número pareça estar aumentando desde que a internet es popularizou (sou velha, rsrs), e principalmente desde o início da pandemia de covid-19, quando muita gente decidiu ganhar uma renda extra com aulas online.


Quem participou de treinamento sabe que a função dele é que você memorize um passo-a-passo predeterminado. Em um primeiro momento, isso pode até diminuir a insegurança de quem é iniciante na profissão de ensinar.


O problema é: a sequência do método não garante nada a quem está tentando aprender.


Vou reformular. Ao ensinar outra língua, não importa o método que você escolha: é certo que ele não vai funcionar perfeitamente para a maioria das pessoas.


E até quando vamos nos conformar que todo brasileiro tentando aprender outra língua tenha um desempenho meia-boca, sinta vergonha de falar e nunca saia do nível intermediário?


A proposta da Educação Linguística é te libertar dessa coisa ultrapassada e ineficaz de métodos importados.


É superar o adestramento que segue passos rígidos, retomando o caráter de Educação - esse que, não por acaso, é tão desprezado no Brasil. A Educação ensina a pensar!


Educar linguisticamente é ensinar língua de um jeito que não só facilite a sua vida - isso você encontra nos métodos e treinamentos - mas também de um jeito que faça sentido para o seu aluno.


Afinal, quando foi que transformamos o nosso trabalho em sinônimo de reproduzir regrinhas sem pensar - e sem incentivar nossos alunos a pensarem?


A Educação Linguística crítica tem base na Linguística Aplicada, uma ciência social que não ignora o principal elemento de qualquer língua: o ser humano.


Mas os métodos não se importam com o ser humano. Somente com a reprodução de um ideal robotizado de aluno... e de professor.


É por isso que o ensino de línguas no Brasil tem fracassado há décadas.




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