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O tal ensino bilíngue

Atualizado: 10 de jan.

Se você ensina outra língua, certamente ouve falar muito sobre educação bilíngue. Mesmo quem opta por não trabalhar no ambiente escolar ou com o público infantil se vê, frequentemente, diante de oportunidades para atuar na educação bilíngue mesmo que indiretamente. Dois bons exemplos são as aulas particulares para professores que desejam ingressar em uma escola bilíngue e as aulas de reforço para alunos dessas escolas.


O problema da expansão desse cenário é que a gente vai acostumando a ver “bilinguismo” como mero sinônimo do bilinguismo de escolha, reservado a quem pode pagar por ele. Esse bilinguismo que, por mais que traga inúmeros benefícios ao indivíduo dos pontos de vista cognitivo e social, nada tem a ver com a realidade da esmagadora maioria dos brasileiros. E achar que a expansão das escolas bilíngues particulares está fazendo alguma diferença na vida do povo brasileiro não passa de uma grande ilusão.


Aqui nos encontramos em uma encruzilhada. Tentar abraçar o mundo e cair na frustração de não conseguir alterar as estatísticas? Ou seguir fazendo a sua parte sem olhar para fora da bolha?


Felizmente, não é necessário optar por um caminho ou outro. Veja, longe de mim reproduzir o discurso “nem esquerda, nem direita” - em muitas situações na vida é necessário optar por um lado, e a isenção é um posicionamento igualmente claro. Mas, no nosso caso aqui, dá pra combinar as duas coisas.


A resposta está no ensino de línguas voltado para as reais necessidades do aprendiz brasileiro, esteja ele no contexto em que estiver. Porque o aluno de classe média alta vive na mesma sociedade de desigualdades que o aluno da escola pública sucateada na periferia. E Educação não é relativa, Educação é sobre trabalhar com a verdade.


A resposta está no desenvolvimento do pensamento crítico por meio de uma nova língua, abrindo portas para compreender o mundo sob novas perspectivas. Porque língua não é regrinha, língua é prática social.


A resposta está na Educação Linguística.



 

Este texto foi escrito em linguagem neutra de gênero. Doeu? ;)

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